Kundaliní e o Bindu



Kundalini (em sânscrito: कुंडलिनी, Kundaliní) é o alegado poder espiritual primordial ou energia cósmica que jaz adormecida no Múládhára Chakra, o centro de força situado próximo à base da coluna, e aos órgãos genitais. É a energia que transita entre os chakras.
Deriva de uma palavra em sânscrito que significa, literalmente, "enrolada como uma cobra" ou "aquela que tem a forma de uma serpente". É a energia do Universo em seu aspecto Purna-Shakti, total, como potencial, sendo o Prana-Shakti o aspecto biológico, ou fisico, como calor, eletricidade, etc.
O termo é feminino, deve ser sempre acentuado e com pronúncia longa no í final. Muitos por a considerarem sagrada, grafam o nome com "K" maiúsculo. O símbolo do caduceu é considerado como uma antiga representação simbólica da fisiologia da Kundalini.
Enquanto está adormecida, assemelha-se a uma chama congelada. O "despertar" da energia divina Shakti Kundalini requer a orientação de um mestre realizado, para que o ativamento e desenvolvimento sejam apropriados e conduzam à meta suprema do Yoga que é a paz interior e a realização divina.
KUNDALINI – A FORÇA SAGRADA – FORÇA IGNEA – FOGO SERPENTINO é bastante poderosa e muito temida devido a falta de informação (conhecimento). A energia da kundalini é a energia cósmica, ela vem do sol oculto penetra na terra e aí nós absorvemos. Ela não é apenas sexual, é também emocional e espiritual. Esta energia cósmica ao ser despertada e ativada, sai do chacra raiz, através dos três nadis principais, o sushumna, ida e pingala, sobe pela medula queimando resíduos etéricos como um fogo líquido serpentino, ascendendo e ativando cada chacra em seu trajeto ou subida. Ela tem conexão direta com a espiritualidade (bindú).
O poder da kundalini propicia o progresso do discípulo desabrochando nele vários dons: clarividência, clariaudiência, vitalidade criadora e geradora.
Quando esta energia está desenvolvida ativa a espiritualidade e intensifica a inteligência e estimula a afeição desinteressada, desde que esta ativação se faça com a vitória do espírito sobre a matéria, pois ela tem ligação com o karma (destino).
Neste trabalho a kundalini está focada na energia sexual e espiritual, que é a energia da felicidade (doçura) latente na espinha dorsal. Em geral, ela está enrolada e adormecida no final da base da coluna e é representada como uma serpente que se move ao longo da mesma.
Quando ela é ativada sexualmente (orgasmo), sobe pela coluna ativando todos os chacras e órgãos até o bindú (energia sexual – iluminação – nirvana – êxtase).
Esse fogo serpentino é bastante poderoso, no entanto instável (vulnerável), por esse motivo ela é considerada perigosa, mas, se praticarmos o sexo de maneira saudável, com muito amor, paixão, respeito, sinceridade e uma entrega total (cumplicidade entre dois seres), teremos a doce energia da kundalini circulando dentro de nós.
BINDÚ - “Gota ou marca”. O bindú pode ser interpretado como: néctar ou essência, intocado ou Portal do Brama, e é uma ligação entre o chacra coronário e o chacra básico. É o fio que liga o cérebro a medula e os órgãos sexuais.
Localização: cérebro (o salão de cristal, o terceiro ventrículo) – está na região do chacra lalana e vishudh, e quando está cheio de energia, a capacidade do cérebro aumenta. É aqui que armazenamos a nossa inteligência espiritual, a nossa mente. O centro do cérebro está ligado ao útero e a glândula prostática – hormônios sexuais; a energia sexual revitaliza o cérebro.
O bindú circula dentro do canal principal, o sushumna, cuja substância é de três gunas (três qualidades) e encontra-se no centro da coluna vertebral. Dentro do sushumna existe um canal chamado vajra e dentro dele um outro canal chamado chitrini, e o bindú está encovado no chitrini, e seu interior alonga-se desde o pênis até a cabeça (bindú). No interior do vajra está o chitrini, que é sutil, brilhante e tão fino como o fio da teia de aranha, e ele atravessa todos os chacras que estão localizados na coluna vertebral, ele é a inteligência pura. Dentro do chitrini encontra-se o nadi brama (bindú), e é tão bonito como um reflexo de luz, tão fino como um filamento de lótus e brilha nas mentes dos sábios. É extremamente sutil, ativador do conhecimento absoluto, concretizador de todas as glórias e a sua natureza é a consciência pura. O Portal de Brama brilha em sua abertura, e esse lugar é a entrada para a região espargida por ambrósia, conhecida como Ponto Essencial; trata-se da abertura do sushumna (também envolve os dois chacras inferiores).
Bindú Visargha quer dizer literalmente “queda da gota”, mas visto que “gota” se refere ao néctar, esta frase fica mais significativa como sendo “a sede do néctar”.
O bindú deve ser mantido no nível mais alto, que é “o domicílio do néctar”, pois quando ele cai ao nível mais baixo vai para o centro sexual, onde se transforma em esperma.
Segundo a tradição, o bindú localiza-se perto do topo do cérebro na direção da parte posterior da cabeça, e nesse local existe uma ligeira depressão, onde se concentra uma pequena quantidade de secreção líquida. Dentro desta depressão existe uma elevação mínima, que é a localização exata do bindú na estrutura física. Os nervos cranianos partem deste ponto, inclusive os nervos ligados ao sistema óptico. O processo pelo qual o néctar é segregado pelo bindú é estocado no chacra lalana no orifício nasal, é purificado pelo chacra vishudh. O vajra faz parte da conexão Kundalini e Bindú. É através do sahajoli que o bindú é mantido no nível mais alto.
Bhairava Yamala
“Ela é a própria luz e transcendente. Emanando de Seu corpo estão milhares de raios, dois mil, cem mil, dez milhões, cem milhões; não é possível contar seus grandes números. É por Ela e através Dela que todas as coisas móveis e imóveis brilham. É pela luz desta Devî (Deusa) que todas as coisas se tornam manifestas.
Padma Sherab
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